Trabalho à Guia

O Trabalho à Guia

O primeiro contacto que o poldro tem com o ambiente de treino é o trabalho à guia, pelo que é benéfico que desde o início se tenha atenção aos pequenos pormenores.

Além de ser importante para o início de trabalho do poldro, é também benéfico caso o cavalo não possa ser montado.

A guia deve ter entre 8 a 10 metros de comprimento e resistente aos puxões que possa levar.

Além dos comandos de voz, pode ser usado uma chicote para auxiliar.

Cada sessão deve durar entre 15 a 20 minutos e deve ser sempre feito para as duas mãos. 

Trabalho á Guia em Poldros

Nas primeiras sessões é normal que o cavalo não esteja a responder aos comandos de voz, pelo que pode ser necessário uma segunda pessoa para auxiliar no chicote, não para tocar no cavalo, mas para incentiva-lo a andar para diante.

No início é comum que o cavalo não tenha um contacto suave com a guia nem um círculo bem feito, porque é aqui que começa o trabalho de encurvação.

A encurvação deve acontecer desde a cabeça até à garupa, permitindo que os membros posteriores avancem pelo mesmo caminho que os membros anteriores de modo a andar num cilindro e não num cone.



Todos os cavalo tem um lado mais forte que outro, sendo que o mais forte tem uma tendência natural de encurvação. Um bom exercício é começar por trabalhar o cavalo para o lado com menos encurvação natural, de modo ao cavalo combater a inflexão.

Depois de fazermos alguns exercícios a passo e a trote, como mudar o ritmo e o tamanho de círculos, é que devemos passar para o trabalho a galope. A maior parte dos cavalos quando passa a galope tende a ter alguma excitação, levando a que o galope fique desequilibrado. Quando isto acontece devemos fazer o cavalo passar a trote, estabelecer o ritmo, e só depois incentivar o galope.

Em suma, é com o trabalho à guia que o poldro se exercita, buscando o equilíbrio, encurvação, contacto e aceitação do equipamento de montar.


Trabalho à Guia em Cavalo Já Montado

Em cavalos novos, o trabalho à guia é um bom aquecimento, pois facilita a descontração e ajuda a encontrar o equilíbrio.

Em cavalos com treino já avançado, o trabalho à guia pode ser usado para melhorar alguma irregularidades e problemas nos andamentos; pode ainda ser usado como alternativa de trabalho de sela e estabelecer um balanço mental.

Para cavalos mais velhos, o trabalho à guia é uma boa maneira de soltar os músculos.



Objetivos

O primeiro objetivo é a descontração, com a meta do cavalo encontrar o equilíbrio sem o peso do cavaleiro.

No trabalho a passo, o cavalo deve alongar o pescoço e o dorso sem tensão.

Os principais objetivos são:

  • Aquecimento 
  • Melhorar o condicionamento físico do cavalo após uma lesão
  • Avaliar o comportamento do cavalo
  • Avaliar os andamentos e movimentos do cavalo
  • Melhorar equilíbrio e coordenação
  • Estabelecer uma conexão com o cavalo
  • Treinar os comandos
  •  Aumentar a resistência cardiovascular
  • Desenvolver musculatura

Exercícios

Um dos exercícios mais importantes é a a variação de transições:

  • Passo – trote – passo
  • Trote – galope – trote
  • Galope – passo – galope 

Como já falado, outro exercício importante é a variação do tamanho dos círculos.

Podem ainda ser adicionados algumas varas no chão, de modo a que o cavalo passe por cima. Neste exercício o cavalo aprende a regular o tamanho da passada, desenvolvendo o ritmo e o equilíbrio. Ao distanciar ou encurtar o espaço entre varas, o cavalo aprende a coletar ou a alargar a passada.



Escrito por: Inês Sousa

 



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