A Escala de Treino
A Escala de Treino
Se pensarmos na escala como uma pirâmide, encontramos na base o que é mais importante e que deve ser mantido sempre que adicionamos um patamar acima.
Além das 6 fases, a escala está ainda dividida em 3 partes:
1. Confiança e Compreensão – Ritmo, Flexibilidade e Contacto
2. Força de Propulsão – Flexibilidade, Contacto, Impulsão e Retidão
3. Força de Sustentação – Impulsão, Retidão e Concentração
Ritmo
O ritmo é a regularidade e o tempo das passadas nos andamentos e movimentos do cavalo, sendo que deve ser o primeiro fator a desenvolver.
Deve existir uma correta sequência das passadas/batidas em todos os andamentos, a regularidade do tamanho e tempo das passadas;
É nesta fase que devemos procurar aperfeiçoar os andamentos, estimulando o cavalo a andar para diante sobre figuras no picadeiro, sejam elas linhas retas ou círculos.
Para manter o cavalo ativo e para diante, é importante intensificar as ajudas das pernas e reduzir o movimento das mãos.
Tempos de cada andamento:
- Passo – Composto por quatro tempos
- Trote – Composto por dois tempos, sendo que os membros movimentam-se diagonalmente, havendo suspensão de dois membros quando os outros dois estão no chão.
- Galope – Composto por três tempos, havendo um movimento diagonal e um momento de suspensão.
O passo é geralmente o andamento mais difícil de melhorar, devendo ter em atenção a eventual laterização.
O trote é o melhor andamento para trabalhar no plano, pois permite revelar erros de equilíbrio e ritmo.
No galope deve-se ter atenção aos movimentos posteriores e trabalhar o ritmo para que seja consistente.
Alguns dos problemas que levam a um mau ritmo são:
- Falta de atividade
- Apressado no que pedir ao cavalo
- Irregularidade nas ajudas
Dicas:
- Sessões consistentes
- Mãos suaves e sensíveis
- Manter o contacto com o cavalo
- Trabalhar as transições
Flexibilidade
Nesta fase, procura-se não só desenvolver a flexibilidade, mas também a descontração.
Deve ser trabalhada a flexibilidade lateral, longitudinal bem como as figuras do picadeiro, tudo isto com um bom ritmo previamente trabalhado.
Quando procuramos a descontração, queremos que exista um andamento sem tensão, suave e com balanço.
É com esta fase trabalhada que o cavaleiro irá sentir nas suas mãos a energia dos membros posteriores do cavalo e vice-versa.
Tudo isto é trabalhado através da comunicação entre cavalo e cavaleiro.
Problemas de flexibilidade:
- Tensão no dorso
- Alterações no ritmo
- Falta de energia nos membros posteriores
- Contacto demasiado tenso
- Orelhas para trás
Sinais de uma boa flexibilidade:
- Ausência dos defeitos indicados
- Postura descontraída
- Respiração suave e ritmada
- Cauda descontraída
- Pescoço baixo sem alterações de contacto e ritmo.
Dicas de exercícios:
- Passadas médias com rédeas longas
- Exercícios a trote em curvas, passagens de mão e transições
O teste para ver se o cavalo é flexível é quando no passo o cavaleiro larga o contacto com as rédeas e o cavalo mantém o pescoço baixo e para a frente, em vez de levantar a cabeça.
Contacto
No fim de trabalhar corretamente o ritmo e a flexibilidade, o cavalo geralmente aceita o contacto com a embocadura e a mão do cavaleiro. Este contacto deve ser o mais estável possível, suave e leve. Com o contacto correto o cavalo fortalece o ritmo e o equilibrio.
É normal que quanto mais trabalho, mais ligeiro se vai tornando o contacto.
Marcas de bom contacto:
- No dressage, a nuca é o ponto mais alto
- Em exercícios concentrados, o chanfro deve estar na vertical;
·Relaxamento na boca do cavalo
Marcas de mau contacto:
- Instabilidade de atitude;
- Boca aberta
Dicas de exercícios:
- Exercícios laterais
- Curvas apertadas
Impulsão
Quando o cavalo estiver confortável nas fases anteriores, pode pedir-se mais atividade nos andamentos, levando à flexão dos membros e ao balanço, havendo assim mais energia e atividade nas passadas.
A impulsão pode ser desenvolvida com:
- Conquistando a vontade do cavalo em trabalhar
- Domínio das espáduas e das ancas
- Variação nas transições de andamentos
- Dirigindo a força com a mão
- Atuando repetidamente com as pernas
Qualquer resistência e contração dos músculos, ligamentos e articulações vai bloquear a passagem da energia, levando a que cavalo use a sua flexibilidade e conexão para desenvolver a implusão. Assim, o objetivo do cavaleiro é criar o máximo de energia que possa ser contida sem que o cavalo avance, para depois ser utilizada na impulsão.
Dicas:
- Trabalhar mudanças de ritmo
- Mãos do cavaleiro mais flexíveis
Retidão
Nesta fase queremos o cavalo direito, para isso, precisamos de trabalhar os dois lados mas principalmente o lado fraco. Para verificar a retidão utilizamos linhas retas e a encurvação nos círculos.
Ao observar as passadas, verificamos que os membros posteriores seguem os membros anteriores, empurrando na direção do centro de gravidade.
Como corrigir defeitos de retidão:
• Cedência á perna
• Ladear
• Travers
• Renvers
• Espádua a dentro
• Serpentinas








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