Cabeçadas

Cabeçada 

A cabeçada é um dos equipamentos usados em cavalos. O propósito da cabeça é controlar o cavalo, como as direções e a velocidade. Junto com a cabeçada, podemos ou não ter a embocadura, que basicamente, atua na língua, no palato e nos lábios.

O uso da cabeçada não serve para nada, a não ser que tenhamos rédeas ou uma guia para controlar o cavalo.


Primeiras Cabeçadas

Para domesticar o cavalo, a cabeçada junto com as rédeas, foram fundamentais, porque ajudam a controlar o cavalo tanto do chão como em cima dele. Os arqueologistas descobriram cabeçadas de à 5000 anos atrás. Estas cabeças eram feitas de couro, constituídas por uma tira posicionada à volta do maxilar inferior e depois entre o dentes incisivos e pré-molares, acabando com um nó por baixo do queixo, em que a restante tira servia de rédeas.

As cabeçadas tiveram uma grande evolução, que podemos acompanhar pelas pinturas e esculturas.


Materiais


Existem muitos tipos de materiais, tais como couro, nylon, corda, sintético.

O couro é o material mais usado, sendo que das suas características predominam a sua resistência, durabilidade (capaz de aguentar chuva, lama, sujidade, suor, calor e frio). Geralmente as cabeçadas feitas de couro têm uma altura de 3.5mm a 4mm.

O nylon é uma alternativa mais moderna e tem algumas vantagens, como: mais barato, requer menos manutenção, durável e tem uma grande variedade de cores.

No caso dos raides, tem-se muita atenção ao peso do equipamento, logo, uma solução é o material sintético. Este material não é tão resistente como o couro, mas é mais fácil de limpar.



Rédeas


Como já referido, as rédeas são a nossa conexão para o cavalo. Geralmente, as rédeas estão presas à embocadura ou em alguns casos à própria cabeçada, mas no caso da equitação tradicional/inglesa, as rédeas estão também presas uma à outra, no caso da equitação ocidental estão separadas.

As rédeas podem ser feitas de couro, borracha, corda, nylon e material sintético.



Partes da Cabeçada





Cachaceira

É uma tira que passa por trás das orelhas do cavalo e que quando chega á base das orelhas se divide em dois, a faceira e a cisgola. Por vezes, pode dividir-se em três, como é o caso da cabeçada dupla que tem duas faceiras. A cachaceira pode ser simplesmente uma tira, mas também pode ter outras formas de modo a ser mais anatómica e confortável para o cavalo.




Faceira

É a parte da cabeçada que faz a conexão entre a cachaceira e a embocadura. Esta parte pode ser ajustada consoante o tamanho da cabeça do cavalo.


Cisgola

A cisgola é uma tira que passa por baixo da ganacha do cavalo e previne que a cabeçada saia das orelhas do cavalo.

Na maior parte das vezes está integrada na cachaceira e é ajustável de um lado, mas já existe cabeçadas em que a cisgola é uma tira independente e pode ser ajustada dos dois lados da cabeçada.


Testeira

A testeira é uma tira que vai da base de uma orelha, passa pela testa do cavalo e vai até à outra base da orelha. A sua função é prevenir a cachaceira de deslizar. A testeira pode ser decorada de várias maneiras, desde diamantes, fitas, lantejoulas, etc.

Em algumas cabeçadas western, a testeira passa só por uma orelha.





Focinheira

É uma tira que dá a volta ao focinho do cavalo, atrás da embocadura e está presa à faceira. Esta parte da cabeçada é ajustável e em algumas cabeçadas é mesmo inexistente, como o caso das cabeçadas western.

Existem ainda cabeçadas que além da focinheira principal, têm ainda outra focinheira, a que se dá o nome de flash, que passa à frente da embocadura, prevenindo o cavalo de abrir a boca.

Existe um tipo de focinheira a que chamamos de focinheira sueca ou crank, em que o que muda é o método de apertar. Na crank, a tira é grande de modo a que se dê duas voltas ao apertar, ajudando na distribuição da pressão. uma desvantagem é a facilidade de apertar demais, prejudicando o cavalo.



Tipos de Cabeçada

Cabeçada Cavesson

Esta cabeçada em vez de ter duas faceiras, tem apenas uma. A faceira passa pela focinheira e no fim agarra a embocadura.






Cabeçada Alemã


Tem apenas uma focinheira que está posicionada abaixo da embocadura, tendo o mesmo objetivo da focinheira flash, impedir o cavalo de abrir a boca.




Cabeçada Cruzada ou Mexicana

Esta cabeçada tem duas tiras que se cruzam, numa figura de 8, em cima do chanfro do cavalo. As tiras que apertam abaixo da embocadura, têm o mesmo objetivo da focinheira flash, enquanto que as tiras de cima têm que ser apertadas em baixo da mandíbula.



Cabeçadas Ergonómicas

Estas cabeçadas são relativamente modernas e têm como objetivo o conforto do cavalo.

Geralmente, a faceira está presa à focinheira, sendo que esta está geralmente dividida em duas tiras: a focinheira principal e a focinheira flash. Existem diferentes variações.



Cabeçadas sem Embocadura

Também conhecidas com Bitless, estas cabeçadas não utilizam embocadura, fazendo com que a pressão seja feita no focinho do cavalo.


Cabeçada de Freio-Bridão

A única diferença desta cabeçada para a comum, é ter duas faceiras, sendo uma usada para o bridão e outra para o freio. popularmente utilizada em dressage.


Outros tipos de Cabeçada

Além das cabeçadas faladas, existem ainda as tradicionais de cada região, como vamos exemplificar a seguir.





Como colocar uma cabeçada e ajustar

  1. Para segurança, o cavalo deve estar preso a algo. O primeiro passo é tirar o cabeção e colocá-lo preso no pescoço do cavalo.
  2. Passar as rédeas por cima do pescoço do cavalo.
  3. Do lado esquerdo do cavalo, levantamos a cabeçada, com a mão direita a agarrar no cimo das faceiras e, a mão esquerda esticada com a embocadura em cima. Verificar sempre se a embocadura tem o tamanho adequado para o cavalo.
  4. Com a mão esquerda e com a embocadura em cima desta, pressionar na boca do cavalo para este aceitar a embocadura. Quando esta estiver dentro da boca do cavalo, puxar a mão direita para cima.
  5. Enfiar cada orelha entre a cachaceira e a testeira, endireitar as faceira e ver se não está nada torcido. Verificar que a embocadura está corretamente posicionada, não deve repuxar os cantos da boca do cavalo, se acontecer devemos alargar a faceira.
  6. Aperta-se a focinheira principal de maneira a que caiba um dedo entre a pele do cavalo e a focinheira.
  7. Aperta-se a cisgola de modo a que fique o espaço de uma mão.
  8. Se existir, aperta-se a focinheira flash de modo a que o cavalo ainda consiga mexer a boca, mas não o suficiente para abri-la muito.





Escrito por: Inês Sousa





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